Adeus 2025!!!
- iedamolima
- 30 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Caminhando outro dia cedo, como sempre, fui levada a pensar que estamos chegando ao final de mais um ano e algo me convidava para fazer uma retrospectiva deste 2025 que está se despedindo e de como eu o vivenciei.
Dei-me conta que reaprendi a usar minha memória, após uma luta nos três primeiros meses submetendo-me a radio e quimioterapia, para evitar que um glioma que havia sido retirado do cérebro em novembro de 2024, voltasse a agir.
Nos intervalos de cada sessão, lutei por voltar a ler, combatendo um sono que me afastava do que eu mais amava, desde criança, para recuperar palavras que haviam se escondido no fundo da minha memória.
Aos poucos fui renascendo, reaprendendo e tornando-me cada vez mais autônoma, liberando filhos, netos e cuidadoras do apoio por 24 horas. Nada é tão valioso para um ser humano do que redescobrir seu eu e reconquistar a liberdade!
Com o apoio de um relógio inteligente – por insistência dos filhos – adquiri independência para caminhar sozinha, voltar a usar transporte por aplicativos, deslocando-me para meus compromissos, que aos poucos foram aumentando.
O melhor desses compromissos foi a vontade de concluir a revisão final do meu romance O Resgate, que eu havia concluído em setembro de 2024 e enviado para uma revisão crítica. Assim, na véspera do casamento do meu neto mais velho, aproveitando a vinda do meu filho com a família, lancei a minha quarta obra, na Livraria da Travessa, em Brasília, dia 01 de agosto.
No dia seguinte, lá estava eu chorando de emoção, por ver meu neto mais velho entrando com sua bela noiva, por fora e por dentro, para formalizarem a sua decisão de construírem uma vida em comum.
Depois desses dois dias de alegria, segui trabalhando para organizar lançamentos em João Pessoa/PB, na minha terra natal Campina Grande/PB, em Recife/PE e Fortaleza/CE. Todos foram um sucesso, pois contaram de uma forma ou de outra com o apoio dos meus filhos, da editora Papel da Palavra, de confrades da Academia de Letras de Campina Grande, acadêmicos ilustres da Academia Paraibana de Letras e tantos amigos e familiares que me prestigiaram.
Em paralelo, contei com o apoio das minhas filhas e genros que residem em Brasília para me acompanharem nas ressonâncias magnéticas de avaliação e consultas importantes com os meus oncologista e neurocirurgião.
No último mês do ano organizei os detalhes para lançamento da minha mais recente obra literária em São Paulo, na segunda semana de fevereiro de 2026.
Ao longo do ano busquei acompanhar os avanços que ocorreram no Brasil e no mundo, tanto do ponto de vista político, como cultural, social e desportivo. Por outro lado, voltei a me preocupar com o retorno de forças arcaicas, autoritárias e ameaçadoras da paz e dos direitos humanos conquistados com tanto sacrifício, por anos de História.
Comemorei o Natal nos dias 22, 24 e 25 de dezembro interagindo com três famílias distintas. Dias 22 e 24 com as famílias do pai e da mãe do meu genro mais novo, respectivamente. Dia 25 com meus filhos, genros, nora e netos, pois dia 24 meu filho médico estava de plantão. Quanta troca de abraços, quantos sorrisos e carinhos!
Finalmente despertei no penúltimo dia do ano pensando qual será meu projeto para 2026, quando de repente escuto do Rossandro Klinjey, no “Refletir para Viver”: “Há uma lenda japonesa que diz: se você pegar o trem errado, desça na estação mais próxima. Quanto mais tempo demorar para descer, mais cara será a viagem de volta. E a verdade é que isso vale para trens, relacionamentos, empregos, projetos e, especialmente para o fim do ano.”
Não me culpo por não ter cumprido tudo o que tinha projetado para 2025. Apenas me despeço dele agradecendo-o por tudo de bom que ele me permitiu viver, em especial o encontro de todos os meus amores, neste final de ano.
Adeus 2025!!! Você me permitiu comemorar meu um ano de renascimento.





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