Ele se foi, mas estará sempre entre nós
- Iêda Lima

- 3 de jul.
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Atualizado: 3 de jul.
Nascido em 15 de agosto de 1934, tio Oscar Adelino de Lima é filho dos sertanejos Francisco Adelino Irmão (26/10/1896 – 30/03/1980), da zona rural de Pombal/PB, e Alice Maria de Lima (20/05/1900 – 30/11/1995), de São Francisco/PB; e neto de Adelino Cardozo de Mello e Carolina Maria da Soledade, por parte de pai; e de Salustiano Januário Pereira e Maria Clementina de Lima, por parte de mãe.
Seus irmãos mais velhos Otávio (meu pai), Otaviano, Hozana, Otacílio, Maria Alice e Julita nasceram em Olivedos. Ele e Iracema nasceram no sítio Lagoa dos Canários, já em Campina Grande, ali onde se situa o Complexo Esportivo Plínio Lemos, o antigo estádio municipal. A mais nova, Iracy, nasceu na rua Campos Sales, do bairro José Pinheiro. Somou-se à lista dos irmãos a filha de escravos Inês Maria da Conceição, falecida aos 104 anos, em 2023. Julita, Iracema e Iracy seguem nos dando a alegria de seguirem sua missão terrena, transmitindo o legado dos antecedentes.
Caçar e pescar eram seus hobbies, por meio do qual fez grandes amigos, incluindo meu pai Otávio, chamado de Barra Branca.
Seus companheiros de caçada e pescaria foram Ary Rodrigues, os seus irmãos Otávio, Otaviano e Otacílio; o empresário José Cabral; os serralheiros José e Deda Damião; os comerciantes Gil e Nelson Suassuna; o radialista e compositor Rosil Cavalcanti; o industrial José Miguel de Mendonça; o marceneiro Wandick Vieira; Henrique, o português; e José Rufino, o cozinheiro das turmas de caçada de arremedo, caçada grossa e pescaria. Este último tinha 100 anos em 2024, ano em que tio Oscar me deu um valioso depoimento, mas já faleceu também.
Na companhia desses apaixonados pela caça, eles desbravavam os sertões nordestinos e nortistas em busca de “caça grossa”, como costumavam nominar caçadas desportivas, que exigiam muita paciência nas longas esperas e coragem para enfrentar adversidades.
Tia Marlene, sua esposa, deu o apoio afetivo e logístico, para que tio Oscar pudesse exercer suas atividades profissionais e suas viagens como pescador e caçador.
Sempre acompanhei o suporte que tio Oscar era para meu pai, como irmão querido e amigo. Lembro do dia da minha volta da Alemanha, em 1979. A casa dos meus pais estava toda pintada para me receber.
Apesar da distância, que o destino escolheu para mim, tio Oscar sempre teve um lugar especial no meu coração, merecedor de minha gratidão por tudo.
Que seja recebido pelos filhos já falecidos antes dele (Andréa e Felipe), os irmãos e todos os amigos que já se foram! Aqui na Terra, iremos manter o legado desse grande ser humano, que iria completar 92 anos, dia 15 de agosto próximo. Viva tio Oscar!!!

Foto: Iêda Lima




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