162 anos da minha Campina Grande

Neste 11 de outubro de 2026, a cidade onde eu nasci completa 162 anos de emancipação política.
Mantenho um vínculo afetivo, cultural e artístico muito forte com essa bela cidade, não apenas por ter deixado lá a maioria dos meus familiares, como por ter tido a honra de ser eleita para ocupar a Cadeira nº 34 da Academia de Letras de Campina Grande (ALCG), cujo presidente é o competente confrade Thélio Queiroz Farias.
Depois que eu tive que sair de lá, em 1968, para poder trabalhar e fazer universidade, em Recife, Campina Grande evoluiu para um importante polo tecnológico e artístico, pela sua enorme capacidade de se reinventar. A minha Rainha da Borborema é o Vale do Silício Nordestino, com histórico pioneiro em computação.
A terra que conquistou o maior São João do Mundo, desde quando o poeta Ronaldo Cunha Lima, então prefeito da cidade, criou o Parque do Povo, em 1986, para estimular as apresentações das quadrilhas juninas e permitir que o povo dançasse forró o mês de junho, virou atração no mundo inteiro.
O açude velho, o principal cartão postal da cidade, que está nesta foto, continua lá, belo como sempre!
No meu tempo de criança, quando eu estudava no São Vicente de Paula, que fica em frente ao açude, caminhava com dois dos meus irmãos mais novos, sapateando na lama, em época de chuva. Hoje, o seu arredor se tornou um belo lugar para caminhadas, pela manhã e à tardinha. Agora, temos o Museu de Arte Popular da Paraíba (mais conhecido como Museu dos 3 Pandeiros); a Praça em homenagem a Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro; e o Museu Digital do SESI.
A amiga Ida Steimüller, do Instituto Histórico de Campina Grande (IHCG), desmitificou a lenda do jacaré do açude velho, no seu livro “O Jacaré do Açude Velho”, e provou que realmente um grupo de jovens tinham capturado cinco filhotes de jacaré, em Piracuruca, no Piauí, em 1980, e soltaram três no Açude Velho, tendo sobrevivido apenas um. Até que um dia, o pobre jacaré foi visto na praça da Federação da Indústrias da Paraíba (FIEP), que também fica às margens do açude velho, e acabou sendo atacado com pedras, estourando um dos seus olhos. Tendo sido resgatado pelos bombeiros e encaminhado para o Museu Vivo Répteis da Caatinga, ele vive até hoje, com mais de 40 anos de idade.
VIVA CAMPINA GRANDE!!!
Foto: Edson Vasconcelos





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